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Soulfly – O regresso às origens

9 June 2009 Um comentário

soulfly_sao_mamedeRecuperando as palavras de um ouvinte “já foram muitas as vezes em que a cidade vimaranense encheu autocarros alugados com fãs para ir de encontro aos Soulfly, agora ser a banda a vir ter com eles a Guimarães propositadamente para um concerto” pode ser entendido como um marco histórico na cultura metal da cidade.

7 de Junho foi o dia agendado para a actuação de Soulfly no Centro de Artes e Espectáculos São Mamede. A abrir o concerto estiveram os Square que iniciaram as hostilidades cerca das 20h30 e logo depois os Switchtense que subiram ao palco pouco depois das 21horas. A entrada do ex-sepultura Max Cavalera, acompanhado da bandeira do Brasil, fez-se já perto das onze da noite, perante uma legião de fãs vestida de negro, de onde sobressaiam as já habituais braceletes de picos e os longos cabelos suados como que num ritual de preparação para o que se iria seguir.

Do alinhamento apocalíptico, quase autodestrutivo, constaram algumas faixas do recente álbum “Conquer”, editado em 2008, e considerado pela crítica como um dos melhores trabalhos do grupo, mas o reportório apresentado foi bem mais longe que isso. Com incursões aos Sepultura, nos míticos temas “Roots bloody roots” e “Territory”, o concerto deixa-nos na memória a inconfundível “Back to the primitive” do segundo álbum de originais “Primitive”, a “Seek n’ Strike” que foi entusiasticamente repetida como se de um grito de guerra se tratasse, “Jump the fuck up” ou mesmo “Eye for an eye”.

A energia contagiante do brasileiro Max Cavalera e dos seus fiéis Marc Rizzo (guitarra), Bobby Burns (baixista) e Joe Nunez (baterista) não deixou ninguém indiferente, e impulsionou de tal maneira o público do São Mamede que um dos fãs chegou a ir ao palco com um cartaz a dizer “Cavalera és deus”. Acto que lhe valeu uns minutos a tocar bombo e um abraço a Max. Talvez imbuído deste espírito, o vocalista dos Soulfly ordenou que se abrisse um corredor entre o público e aos primeiros acordes da canção seguinte explodiu um moche de despedida.

A Guimarães e aos Soulfly eu digo até breve!

Texto: Carina Silva | Fotos: Carina Silva

Um comentário »

  • staticroom disse:

    hey!! ainda bem q gostaste…
    foi de facto um dia mt importante para a comunidade metaleira vimaranense!

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